terça-feira, 30 de agosto de 2016

O TEMPO



"A vida é o dever de casa que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, 
eu nem olhava o relógio.
Seguiria em frente e iria jogando pelo 
caminho a casca dourada e inútil das horas...
seguraria o amor que está a minha frente e
diria que eu o amo...
e tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta 
devida à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro
medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que,
infelizmente, nunca mais voltará."
(Mário Quintana)

Tentamos ter tempo para tudo, e não temos tempo para nada. Oportunidades passam tão rápido que por vezes nem a vemos passar. São efêmeras, não só estas como muitos outros fatores da vida, que ainda sobram na competência de serem voláteis.
Em outras palavras, são passageiras e mudam constantemente. Imprevisíveis. A única coisa que se pode fazer é arriscar. E aproveitar cada segundo da melhor forma possível.

2 comentários:

  1. 135026-
    De fato, as circunstâncias pelas quais vivenciamos a cada dia estão cada vez mais evidentes no que diz respeito à efemeridade das coisas, seja por consequência da globalização ou mesmo pela própria compressão espaço-tempo, conforme o texto "A compressão do espaço tempo e a Condição Pós-Moderna", de Harvey, escrito em 2009. Mas, fazendo uma reflexão paralela à frase "Tentamos ter tempo para tudo, e não temos tempo para nada" descrita acima, será que não seria uma "desculpa" para a desistência de um objetivo ou mesmo pelo fato de nem tentar fazer o que tanto se esperava anteriormente? Por coincidência hoje recebi o seguinte vídeo: "https://www.youtube.com/watch?v=9conZPgOjCw", o qual demonstra um pouco dessas circunstâncias da vida, vivenciadas por um homem.

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  2. Denise - 116613
    Infelizmente, com a globalização e a rapidez de troca de informações estamos sempre em busca de novos objetivos, novas oportunidades. Assim como lido no texto "A compreensão do tempo-espaço e a condição pós-moderna", tudo nos dias de hoje se tornou efêmero e descartável, tanto bens materiais como as relações interpessoais. E com isso, podemos perder bons momentos de nossas vidas. Cabe a nós refletirmos e sermos mais críticos sobre o sistema vigente, para que não nos tornemos reféns da sociedade do descarte.

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