
Você sabia, que as nossas
relações sociais com as pessoas do nosso dia-a-dia e nossas atividades diárias
(físicas ou não) formam
pedaços, manchas
e trajetos? E o que seriam essas definições? Descobrimos na última aula,
pelo autor José Guilherme Cantor Magnani, através do texto “ O circuitos dos
jovens urbanos” o que são essas definições e como elas podem se encaixar no
nosso dia-a-dia, na nossa rotina e nas nossas relações.
Imagine pedaço como um conceito mais social do que propriamente o lugar
físico, pedaço é ambiente social, onde você está com as pessoas do seu convívio
social. Nessa definição importa muito mais o encontro característico com seu
grupo, do que espaço físico que vocês
ocupam- o espaço físico pode ser alterado, você pode estar no seu pedaço em um
lugar distinto.
Já para entender a mancha, é preciso ampliar a visão; ela
se relaciona mais com as características do espaço físico. É o lugar que possui
um conjunto de características (equipamentos, por exemplo), que são
característicos da razão pela qual ele reúne as pessoas que o frequentam.
Parece um pouco abstrato, e até estranho conceituar as coisas assim, mas para a
gente entender pensamos da seguinte forma:

Somos em quatro amigas,
estudantes da FEF-Unicamp, formamos nosso pedaço (em preto), que com relação às
nossas práticas corporais se caracteriza no LAB-FEF e Ginasinho, onde fazemos
nossas práticas de ginásticas, danças e aéreos. A faculdade como um todo é
nossa mancha (em azul), pois é a faculdade, que reúne pessoas com interesses iguais
(os estudos, ou essas práticas); pessoa estas que formam diferentes pedaços .
Por fim, o conceito de trajeto é justamente o que está ligado
ao deslocamento. Na figura que colocamos (em vermelho), vemos que temos
trajetos distintos. Somos de cidade distintas e por isso percorremos diferentes
espaços para circular entre nossos pedaços. No caso do mapa que fizemos aqui,
nossos deslocamentos e espaços se caracterizam pelas práticas corporais que
frequentamos.
No texto lido, José Guilherme
enfatizou de que forma esses conceitos se aplicam no cotidiano dos jovens, e em
discussão vimos que isso nos auxiliará no estudo da dinâmica do comportamento
dos jovens e a partir disso entender as expressões, comportamentos de
aprendizagem e na escola, para que a partir disso discutamos nossa atuação
profissional nas escolas, com estes jovens.
O que o autor traz é que o
conjunto destes pedaços, manchas e trajetos, que são característicos de cada
grupo social de jovens (reunidos por seus interesses e aspectos em comuns)
forma o que ele chama de circuito, e por isso ele intitula seu texto de “Os
circuitos dos jovens urbanos”, afim de refletir da dinâmicas destes .