Já parou para refletir que sempre temos um padrão com base no qual buscamos um jeito de se manifestar- pelo pensamento ou pela estética-, mesmo que essa busca seja em se opor a ele?
Essa padronização, que é colocada pela sociedade, é denominada como Identidade, ela é estabelecida por meio da cultura e suas relações de poder. Tudo que se afasta ou nega esta identidade é definido como diferença -que nega o normal/ (a)normal.
A identidade não é algo fixo, ela está sujeita as transformações e características da sociedade que está em constante transformação. E isso está atrelado a cultura que é o que caracteriza os costumes da sociedade, e aos grupos colocados/classificados como diferença que buscam a legitimação de sua identidade.
Nestes vídeos podemos ver como tais transformações se expressam nos padrões estéticos das mulheres no decorrer das décadas. Além disso, podemos observar as diferenças nos padrões para cada mulher em uma mesma década. Ora, não são ambas identificadas como mulheres? Se trata então da identidade étnica, que ao longo das expressões culturais das sociedades tem afirmado a mulher branca como identidade e a negra como diferença.
Percebem como a identidade é complexa, não demanda uma única definição e está em constante transformação ? E que, sem o conceito de diferença não há como defini-la ?
Já parou para pensar que seu colega de turma se identifica com você por vocês estudarem na mesma escola, mas se diferencia de você, por morar em outro bairro, ter outro gosto musical, ter amigos diferentes, outra religião e muitos outros aspectos que diferenciam vocês? Isso é mais um exemplo das dimensões que a identidade tem. E no quanto isso pode ser mais complexo quando se trata da relação do educador/professor com as diferentes identidades e diferenças presentes em uma mesma turma?


