terça-feira, 27 de setembro de 2016

Você é identidade ou diferença?

Já parou para refletir que sempre temos um padrão com base no qual buscamos um jeito de se manifestar- pelo pensamento ou pela estética-, mesmo que essa busca seja em se opor a ele?
Essa padronização, que é colocada pela sociedade, é denominada como Identidade, ela é estabelecida por meio da cultura e suas relações de poder. Tudo que se afasta ou nega esta identidade é definido como diferença -que nega o normal/ (a)normal.
A identidade não é algo fixo, ela está sujeita as transformações e características da sociedade que está em constante transformação. E isso está atrelado a cultura que é o que caracteriza os costumes da sociedade, e aos grupos colocados/classificados como diferença que buscam a legitimação de sua identidade. 
Nestes vídeos podemos ver como tais transformações se expressam nos padrões estéticos das mulheres no decorrer das décadas. Além disso, podemos observar as diferenças nos padrões para cada mulher em uma mesma década. Ora, não são ambas identificadas como mulheres? Se trata então da identidade étnica, que ao longo das expressões culturais das sociedades tem afirmado a mulher branca como identidade e a negra como diferença.
Percebem como a identidade é complexa, não demanda uma única definição e está em constante transformação ? E que, sem o conceito de diferença não há como defini-la ? 
Já parou para pensar que seu colega de turma se identifica com você por vocês estudarem na mesma escola, mas se diferencia de você, por morar em outro bairro, ter outro gosto musical, ter amigos diferentes, outra religião e muitos outros aspectos que diferenciam vocês? Isso é mais um exemplo das dimensões que a identidade tem. E no quanto isso pode ser mais complexo quando se trata da relação do educador/professor com as diferentes identidades e diferenças presentes em uma mesma turma?

domingo, 18 de setembro de 2016

Diversidade e educação. É possível?


Todos são diferentes uns dos outros. Isso já não pode ser considerado uma suposição, mas uma verdade consolidada. Com isso, vocês acham que o método tradicional de educação arca com essa realidade? Ou precisamos de uma pedagogia voltada para esse aspecto específico da vida em sociedade?
Bem, uma área de pesquisa chamada de Estudos Culturais fala exatamente sobre isso, têm ênfase na pluralidade cultural e social. Sabe o que é isso? O termo diz respeito as variadas formas de expressão da cultura presentes na sociedade. Por isso a palavra pluralidade, de plural, vários.
Agora voltando às primeiras questões, a educação e a pedagogia vêm sofrendo uma mudança teórica baseada nesses Estudos Culturais, que pregam uma multidisciplinaridade que não é vista no método tradicional de ensino e uma educação voltada para a tentativa de amenizar as relações de poder (Foucault curtiu isso!) e dar uma maior voz e visibilidade aos que sofrem opressão.
Entendeu um pouco sobre o que são os Estudos Culturais e o que eles representam para a educação? Concorda ou discorda de algum dos pontos? Deixe sua opinião nos comentários! Até a próxima semana.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mancha? Pedaço? Circuito? Oi?

Você sabia, que as nossas relações sociais com as pessoas do nosso dia-a-dia e nossas atividades diárias (físicas ou não) formam pedaços, manchas e trajetos? E o que seriam essas definições? Descobrimos na última aula, pelo autor José Guilherme Cantor Magnani, através do texto “ O circuitos dos jovens urbanos” o que são essas definições e como elas podem se encaixar no nosso dia-a-dia, na nossa rotina e nas nossas relações.
Imagine pedaço como um conceito mais social do que propriamente o lugar físico, pedaço é ambiente social, onde você está com as pessoas do seu convívio social. Nessa definição importa muito mais o encontro característico com seu grupo, do que  espaço físico que vocês ocupam- o espaço físico pode ser alterado, você pode estar no seu pedaço em um lugar distinto.
Já para entender a mancha, é preciso ampliar a visão; ela se relaciona mais com as características do espaço físico. É o lugar que possui um conjunto de características (equipamentos, por exemplo), que são característicos da razão pela qual ele reúne as pessoas que o frequentam. Parece um pouco abstrato, e até estranho conceituar as coisas assim, mas para a gente entender pensamos da seguinte forma:
Somos em quatro amigas, estudantes da FEF-Unicamp, formamos nosso pedaço (em preto), que com relação às nossas práticas corporais se caracteriza no LAB-FEF e Ginasinho, onde fazemos nossas práticas de ginásticas, danças e aéreos. A faculdade como um todo é nossa mancha (em azul), pois é a faculdade, que reúne pessoas com interesses iguais (os estudos, ou essas práticas); pessoa estas que formam diferentes pedaços .
Por fim, o conceito de trajeto é justamente o que está ligado ao deslocamento. Na figura que colocamos (em vermelho), vemos que temos trajetos distintos. Somos de cidade distintas e por isso percorremos diferentes espaços para circular entre nossos pedaços. No caso do mapa que fizemos aqui, nossos deslocamentos e espaços se caracterizam pelas práticas corporais que frequentamos.
No texto lido, José Guilherme enfatizou de que forma esses conceitos se aplicam no cotidiano dos jovens, e em discussão vimos que isso nos auxiliará no estudo da dinâmica do comportamento dos jovens e a partir disso entender as expressões, comportamentos de aprendizagem e na escola, para que a partir disso discutamos nossa atuação profissional nas escolas, com estes jovens.

O que o autor traz é que o conjunto destes pedaços, manchas e trajetos, que são característicos de cada grupo social de jovens (reunidos por seus interesses e aspectos em comuns) forma o que ele chama de circuito,  e por isso ele intitula seu texto de “Os circuitos dos jovens urbanos”, afim de refletir da dinâmicas destes .